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Gayatry mantra

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

TRINDADE HINDU


AMO ESSA HISTÓRIA

O NASCIMENTO DE GANESHA
Foi há muito tempo atrás que nasceu Ganesha – o deus que remove os obstáculos mais pesados, que ilumina os caminhos mais obscuros, e que percorre os labirintos mais tortuosos. Enfim, é aquele deus com uma simpática cabeça de elefante, que é louvado quando uma pessoa vai começar uma nova atividade ou quando está com algum problema difícil de resolver. Dizem que ele vai abrindo passagem com sua tromba, e delicadamente remove tudo aquilo que é muito pesado para as pessoas em geral. Dizem também que ele se locomove pelo mundo montado num pequeno rato. E esse ratinho, que é o seu meio oficial de transporte, escolhe os melhores caminhos, abre atalhos, encontra boas saídas, e, por isso, o faz chegar mais depressa onde os outros sempre demoram muito para chegar.

Com sua cabeça de elefante, ele faz lembrar das qualidades desse animal, que na Índia, é considerado um ser sagrado. Ele é imponente, forte, gracioso, simpático e, acima de tudo, muito bonito. E é por esse motivo que dizem que a cabeça de elefante no corpo humano representa uma consciência luminosa. São os desejos, os pensamentos e os sentimentos divinos que podem se expressar em qualquer ser humano. Com esse corpo tão particular, esse deus lembra para todos os seus devotos que a união entre o divino e o humano é uma realização alegre, bem-humorada e que traz muita força. Por ter uma aparência tão curiosa, até os mais sábios, alguma vez na vida, já perguntaram como aquela cabeça de elefante foi parar num corpo de gente. E, certa vez, quando um rei muito instruído fez essa pergunta a um grande sábio, que era um famoso contador de histórias, que conhecia absolutamente todas as histórias de todos os deuses de todos os tempos, a resposta foi a seguinte: "Foi há muito tempo atrás que Parvati, a linda deusa da montanha, trouxe Ganesha ao mundo. Naquela ocasião, a deusa encontrava-se numa situação desagradável. A situação era a seguinte: Shiva, seu amado, sempre entrava em seu palácio em momentos inconvenientes. Isso acontecia porque os dois guardiões da entrada do palácio de Parvati eram na verdade amigos de Shiva. Era esse o problema da deusa, que, de vez em quando, era pega de surpresa em sua intimidade. Acontece que Parvati possuía maravilhosos poderes. Ela era filha de Himalaya, o deus de toda aquela enorme cordilheira de montanhas onde os grandes yogues íam realizar suas práticas. E, além disso, na época em que desejava conquistar o coração de seu amado, ela também praticou toda forma de yoga, ritual e austeridades, a ponto de adquirir o poder de criar tudo aquilo que bem quisesse. Desejando impedir que seu amado esposo continuasse a entrar em seu palácio a qualquer momento, ela entendeu que a melhor coisa a fazer era substituir os guardiões do portão. Eis que Parvati gerou um filho sem o conhecimento de Shiva. Como era uma deusa poderosíssima, criou a partir de um pouco de terra, um jovem vistoso, forte e fiel. Era um rapaz tão lindo quanto ela, com uma força inacreditável e extremamente dedicado a realizar os desejos da mãe. Daquele momento em diante, o portão do palácio de Parvati passou a ter um novo guardião. O palácio tinha agora uma entrada intransponível. Ninguém podia ultrapassar aquela porta sem a permissão daquele belo jovem, que cuidava da privacidade da mãe com um pesado porrete na mão. Um belo dia, lá estava Ganesha. E do outro lado, vinha Shiva, acreditando, como sempre, que teria sua passagem garantida. No início, olharam um para o outro. No mesmo instante, perguntaram quem era quem. Depois de dizerem seus nomes, disseram ao mesmo tempo: “Não te conheço!”, “Sai da frente”, “Não saio”, “Vou entrar!”, “Não vai!”. E estava iniciado um dos maiores combates que o mundo já teve. Foi uma luta que fez tremer o planeta inteiro. Os estrondos foram ouvidos em toda parte. Os gritos eram assustadores. Shiva recebeu a ajuda de suas tropas, com muitas armas. Parvati, ao saber disso, com seu poder grandioso, concedeu a Ganesha um número ainda maior de armas. Era uma guerra que parecia durar muitos anos. Muitos homens e muitos deuses foram até lá para saber o que estava acontecendo. Até que o deus Brahman quis interferir e teve sua barba arrancada pelo bravo Ganesha. Shiva pediu então a ajuda de Vishnu, que também foi ferido com o porrete. Nesse momento, Vishnu disse a Shiva que era necessário um plano para deter aquele forte guardião. Assim foi feito. Enquanto Visnhu atacava o bravo guardião pela frente com sua arma, que era um disco cortante, Shiva veio por trás e cortou a cabeça de Ganesha com seu tridente. A cena final da batalha foi esta: Ganesha caído no chão, sem cabeça, enquanto Shiva e os outros deuses, cobertos de sangue, perguntavam assustados quem era aquele valente herói, mais poderoso do que qualquer um deles. Parvati veio até a entrada do palácio, e quando viu seu filho ali caído, primeiramente ficou triste e depois furiosa. Comunicou a Shiva tudo o que havia acontecido, desde o nascimento do jovem, que também era filho dele. Com essa notícia tudo mudou: Shiva deveria fazer aquele corpo viver novamente. Com esse objetivo, ele juntou seus poderes aos de Brahman e de Vishnu. Assim, os três iriam trazer novamente a vida para aquele jovem vistoso, forte e fiel. Mas então perceberam que a cabeça não estava mais lá. No calor da batalha, ela havia desaparecido. A solução encontrada foi dar uma nova cabeça a ele. Naquele mesmo instante, diante da tristeza e da fúria de Parvati, Shiva disse que daria para Ganesha a cabeça do primeiro ser vivo que encontrasse. Eis que surge, vagarosa e graciosamente, um grande elefante. E foi assim que Ganesha tornou-se o deus com cabeça de elefante". Essa foi a história contada pelo grande sábio, que, por fim, explicou como Ganesha se transformou num deus tão importante: depois de receber a nova cabeça, ele recebeu também as bênçãos de Shiva, que o reconheceu como seu filho. Shiva também concedeu a ele as magníficas tropas, fazendo de Ganesha um deus ainda mais poderoso. Foi naquele momento que ele ficou conhecido como “Senhor das tropas”. E, sendo o deus que guardou de forma tão heróica a frente do palácio de sua mãe, é reconhecido até hoje como o deus que deve estar à frente de tudo. É por essa razão que ele está relacionado às entradas e aos começos, que para terem boa sorte, devem contar com a graça do deus. E desde aquele tempo, ele deve ser o primeiro deus a ser venerado nas festas e nos rituais, antes de qualquer outro.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Grávida pode praticar yoga?

Claro que sim!
O yoga é a melhor coisa que as mamães podem fazer para si e para os bebês. Fisicamente, mantém o corpo forte e flexível, capaz de enfrentar o peso extra e a hiperatividade dos hormônios. A posturas são a ferramenta ideal para combater a fadiga, dores nas costas, de cabeça e distúrbios digestivos que sempre vêm na gestação. A prática diária fortalece o sistema endócrino e nervoso, vitais para a saúde da gravidez e do parto.

O yoga também auxilia na hora do parto e na recuperação, através também
  dos exercícios respiratórios, que são aliados poderosos na hora do parto, além de toda consciência e controle da musculatura envolvida neste momento.
Após o parto, Geeta Iyengar sugere que é bom esperar de duas a três semanas para retomar o yoga, recomeçando devagar e buscando posturas revigorantes que auxiliem no fortalecimento abdominal, ajudando o útero a voltar ao tamanho normal e aumentando o fluxo de leite. Em até três semanas, as posturas podem ser intensificadas gradualmente, conforme necessidades e disposição da mamãe.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Patanjali

Às vezes fico divagando por onde estaria a alma de Patanjali, talvez pairando sobre o mar, cachoeiras, no infinito, aonde caberia tanta sabedoria!!
Patanjali foi um grande sábio e,nos ensina lições importantes para colocarmos em nossas vidas. Não somente para nossas práticas de yoga, mas para nossa família, como esposa, marido, namorada, companheiro, com nossos parentes, amigos, em nosso trabalho, em nosso lazer.
 O objetivo dos ensinamentos do Yoga Sutra é acalmar, concentrar e refinar nossa mente para que possamos desenvolver a habilidade de conhecer o Ser interior, nossa verdadeira essência e, assim nos libertarmos do sofrimento. 
 karma do outro, nem ficar sofrendo inutilmente. Não é ter medo que algo de ruim aconteça também a você.
Patanjali diz que devemos ter compaixão pelos que sofrem. Precisamos compreender isso. Não é ficar triste e deprimido pelo sofrimento dos outros. Não é querer mudar o
Ter compaixão é uma qualidade divina. É ajudar com amor, com paciência, enviar vibrações positivas, dar apoio e compreensão a quem sofre.
Devemos sentir alegria pelas coisas boas que as pessoas estão fazendo, em vez de sentir inveja, ou duvidar das boas intenções delas ou se sentir inferior por não estar fazendo o mesmo.
“Patanjali define a atitude correta do yogi nas várias situações que podem surgir em seu relacionamento com aqueles entre os quais vive. Uma das maiores perturbações para a mente são as reações descontroladas que temos em relação ao nosso ambiente humano, àquilo que as pessoas fazem ao nosso redor, e às condições agradáveis ou desagradáveis nas quais nos vemos envolvidos, pelas ações erradas dos outros e pelas condições desagradáveis que somos envolvidos.”
Yoga não é para apenas ser praticada na sala , ao contrário é para ser levada às nossas vidas, procurando criar um ambiente mais harmonioso e de paz por onde andarmos , independentemente  da sintonia das pessoas que estiverem a nossa volta. Este  é um exercício difícil de ser posto em prática, mas é essencial para a nossa real felicidade.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

OM Namah Shivaya

Om Namah Shivaya(pronuncia-se: ôm namá xivaia. É um mantra que significa "Om -inclino-me perante Shiva ou "Om- inclino-me perante o meu divino Ser interior" É utilizado na meditação ióguica e os praticantes afirmam que o seu Japa (Japa ou japam é a repetição mental ou verbal de um mantra com o objetivo de atingir estados alternados de consciência. A repetição do mantra, o japa, pode ser feito de três maneiras diferentes: Em voz alta. Em forma de um murmúrio sem movimento dos labios. Mentalmente. Todas elas tem uma relação intima com a respiração, o pranayama e o mátra(ritmo).) induz a um profundo relaxamento físico e mental , além de possuir efeitos curativos. Vou mais além , afirmando que a mantralização dá uma enorme energização, capaz de provocar uma transformação interior, captando energias ocultas de força, coragem e um ânimo fora do comum para atividades várias, retirando os praticantes de sintonias de depressão, angustia e tristezas.

 Mantralize: 
https://www.youtube.com/watch?v=s0xo4TIfiOY 


 OM Namah Shivaya

 Shivaya namah 
 Shivaya namah om
 Shivaya namah, namah shivaya
 Shambhu Shankara, namah shivaya
 Girijaa shankara namah shivaya
 Arunaachaia Shiva namah shivaya

sexta-feira, 4 de julho de 2014

História de Ganesha


De acordo com uma de suas lendas, Ganesha foi criado a partir de uma pasta de sândalo e açafrão que a deusa Parvati (sua mãe e esposa de Shiva) tirou do próprio corpo. Ele foi designado para guardar as portas do santuário materno e só aceitava as ordens de Parvati. Certo dia, o deus hindu Shiva decidiu entrar, mas o menino não permitiu sua entrada.

Em um acesso de fúria e sem nenhuma piedade, Shiva usou seu poderoso tridente e separou a cabeça do menino do corpo. Arrependido e vendo Parvati muito triste, Shiva concedeu uma bênção à Ganesha: um elefante real foi decapitado e a cabeça do animal foi colocada no pescoço do filho que voltou a vida.

Assim, Ganesha se tornou uma criança especial com uma cabeça de elefante, designado a partir de então como "O Senhor que remove todos os obstáculos".

Ganesha simboliza a sabedoria, inteligência, amor, fertilidade e prosperidade. É o primeiro a ser invocado nas cerimônias para garantir o sucesso em qualquer empreendimento. Ele destrói todos os obstáculos materiais e espirituais.

Em algumas imagens, ele aparece com quatro braços e às vezes montado sobre um rato.

Na tradição tântrica, a tromba de Ganesha lembra o linga (órgão sexual masculino) e a boca, a yoni (órgão sexual feminino). A força graciosa do deus elefante representa o vasto poder da energia sexual. Ele também é chamado de OmKara, ou "aquele que tem a forma do Om"

Para evocar Ganesha

Cores: amarelo, laranja, vermelho
Dia da semana: quarta-feira
Oferendas: arroz, frutas, goiabada, mel, queijo (moedas e flores)

sábado, 9 de novembro de 2013

Baddha Kakásana




Postura de yoga com ênfase nos grupos musculares , com apoio nas mãos.
Excelência técnica - Mantenha o olhar à frente e o rosto bem afastado do solo.
Preste atenção às extremidades do corpo, mantendo os calcanhares estendidos e os
joelhos totalmente flexionados ou totalmente estendidos,conforme a variação. O
rája kákásana fica mais intenso e estético com os cotovelos estendidos.



sábado, 2 de novembro de 2013

Fazer yoga ou viver yoga


Pátañjali nos explica com outras palavras que 
"Discernimento constante é o meio para destruir a ignorância."

Yoga Sútra, II:26 Isto pode nos parecer estranho e difícil, mas a pratica constante vai trazendo  luz à nossa consciência. Não existe um fazer em um horário e local pré- determinado, como se pudéssemos cuidar de nossa mente, nosso corpo e nossa alma com hora marcada. O yoga é para ser vivenciado 24 horas do dia  Nesse ponto, não fica apenas no plano das ideias, nem se restringe unicamente à sala de prática. Com isso em mente, fazer Yoga é como um jogo que é preciso aprender a jogar desde o início. Um jogo que se joga tanto com a cabeça como com as vísceras. Mesmo se você não tiver nenhuma experiência com Yoga, saiba que suas atividades diárias, como trabalhar, criar os filhos ou estudar, também podem ser encaradas como um sádhana( pratica espiritual). Quando realizamos as posturas, respiramos, meditamos, relaxamos, estamos vivenciando o yoga.  É por isso que  é um jogo, cuja única regra é permanecer totalmente consciente o tempo todo, de cada ato, a cada momento.
Quem pratica yoga e sai da sala como se fosse viver em um outro mundo, realmente não entendeu nada  ainda  e vai precisar despertar a sua consciência, enquanto há tempo para isso.