"No começo entramos no yoga e com o passar do tempo ele entra na nossa vida e quando isso acontece não sai jamais".
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Gayatry mantra
segunda-feira, 30 de março de 2015
sábado, 21 de março de 2015
POSTURAS FÁCEIS
A prática de Yoga pode ser uma ótima alternativa para trabalhar a energia corporal. Algumas posições e ensinamentos podem parecer difíceis em um primeiro momento, mas, aos poucos, a prática torna-se simples para todos. A atividade faz bem para corpo e mente, e ainda deixa você com mais energia para viver bem.
Dentre os benefícios que o Yoga oferece para seus praticantes estão o ganho de elasticidade corporal (principalmente na região da coluna), resistência muscular e aumento da capacidade de concentração e foco - já que a pessoa precisa prestar atenção na respiração.
POSTURAS FÁCEIS
TADÁSANA
Fortalece as coxas e o centro do corpo. Melhora a postura.
Modificações
Se você for praticar essa posição pela primeira vez, pratique com as costas encostadas em uma parede para obter alinhamento.VIRKSANA
A Postura da Árvore é tradicional no Yoga e baseia-se em princípios simples. Para executá-la, a pessoa deve ficar em pé, apoiada apenas numa perna. Depois, basta colocar a planta do outro pé na coxa e elevar os braços acima da cabeça, juntando as palmas das mãos. Em alternativa, as mãos podem ser colocadas unidas em frente ao peito, por exemplo.
VIRABHADRÁSANA I
Abre o tórax, abdômen, músculo psoas e tornozelos. Cria espaço para uma respiração mais profunda. Alonga as coxas, panturrilhas e tornozelos.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Yoga e isometria
Os benefícios do yoga como exercício isométrico são
diversos, visto que as posturas do yoga nunca trabalham apenas um grupo muscular
isoladamente, ou seja, exercita-se o corpo inteiro e de
maneira integrada. As melhoras incluem diminuição de
dores na região lombar; alinhamento corporal; fortalecimento do abdômen e
da musculatura para vertebral; estabilidade articular; melhora na flexibilidade
e no tônus muscular.
Com tantos resultados positivos, é comum encontrar nas aula
corredores, skatistas, surfista, lutadores, e jogadores de futebol e
vôlei,
por exemplo. Após o início da prática, os alunos notam uma
melhora do arco de movimento e do equilíbrio corporal e articular e a
diminuição das lesões.
- O yoga é uma ótima alternativa no tratamento de lesões,
mas acima de tudo ela atua na prevenção. Como a prática explora todas as
possibilidades de movimento das articulações, ocorre o fortalecimento dinâmico
das musculaturas que sustentam essas articulações nos seus devidos lugares, preparando
o indivíduo para as mais variadas práticas esportivas
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Ser verdadeiro
Muitos
nos dizem e dizemos para os outros, “seja você mesmo”. Ou mesmo nos
cobramos, preciso ser eu mesmo. Mas que “eu” é esse. Quem é esse “eu”
que devemos ser ou descobrir?
Na afirmação de que devemos ser nós
mesmos, há uma ideia implícita de que não devemos nos deixar levar pelo
mundo, pelas opiniões alheias e muitas forças sociais que nos reprimem e
mesmo nos oprimem. E que precisamos encontrar um eu em nós, um eu que
deve ser buscado para que sejamos felizes, aceitando-o e vivendo-o
plenamente. Esse “eu”, muitos acreditam estar numa interioridade que
ainda não conhece, num lugar que precisa alcançar.
A questão principal aqui é que se eu
acredito que o “eu” que estou buscando está numa interioridade
desconhecida e que quando encontrá-lo serei feliz, estou apenas
projetando no autoconhecimento a busca que reproduzo incessantemente na
vida pela felicidade numa exterioridade desconhecida e aparentemente
inalcançável. Caímos na armadilha de deixarmos de sermos nós mesmos, na
própria busca por sermos nós mesmos. E isso gera mais divisão e
ansiedade.
O eu que devemos buscar conhecer e
aceitar é o mais trivial, o mais cotidiano e mais simples de todos. O
que se manifesta nos nossos relacionamentos, nas nossas ações, nos
nossos gostos diários, na nossa voz, na nossa fala, no jeito como nosso
corpo se coloca no mundo e reage a ele. É exatamente o eu que tentamos
fugir, porque não nos agrada e tentamos encobri-lo com a ideia de um eu
mais profundo, único e diferenciado. Quando não nos aceitamos de fato,
ansiamos ainda mais ser diferentes e buscar nos diferenciar a qualquer
custo. Mas para descobrirmos o que temos de diferente, precisamos
reconhecer tudo o que somos de iguais.
Todos nós sofremos por razões grandiosas
e minúsculas. Tropeçamos diversas vezes na mesma pedra no caminho.
Choramos de alegria e podemos rir das tristezas passadas. Isso é o que
nos constitui. Um corpo físico composto de forças que se completam umas
com as outras para formar uma unidade coerente, assim como um corpo
sutil, uma mente, formada de forças e impulsos que nos compõem pessoas
inteiras. Inteireza de corpo e de mente, mas não confunda inteireza com
fixidez. Somos uma unidade sempre mutante tanto quanto toda a natureza
ao nosso redor. Essas forças mentais e físicas que nos constituem são
nossos desejos de aproximação e afastamento, medos, raiva, alegria,
tristeza, sexualidade, que se manifestam nas coisas menores que fazemos e
pensamos no dia-a-dia e nos nossos sonhos de realização mais
grandiosos. Esse eu que precisamos olhar e aceitar. Não sabemos o grau
de liberdade que temos em relação às nossa ações, é algo impossível de
se medir, mas temos sempre a liberdade de integrar todas as ações que
fizemos, o que fomos e o que nos tornamos dia-a-dia em cada encontro, em
cada falta.
Aceitar que sentimos raiva, que nos
entristecemos que muitas vezes desejamos mal ao outro, que somos
ambiciosos, o quanto somos egoístas em nossas tristezas e solidão, que
sentimos saudades desconhecidas. A nossa saudade não é de um eu
distante, mas uma saudade de estar próximo de nós mesmos. Saudade de
estar inteiro em si mesmo, aliviado da culpa, do medo e da insegurança
de precisar ser amado pelo outro a todo momento para se aceitar. É esse
eu que buscamos, um eu que seja aceito. Não necessariamente pelo outro,
aceitável para nós mesmos. É esse eu que precisamos aceitar para ser,
para sermos … plenos. E a partir dessa plenitude podemos, com mais
clareza pessoal pois com menos fugas, saber o que desejamos mudar e o
quanto conseguimos mudar em nós mesmo e no mundo.
Não se aprende a amar sem estar inteiro
em si mesmo, sem descobrir essa força que é ser uma pessoa única. Tão
igual a todos os outros e tão único. Mas para isso é preciso enfrentar
todos os monstros face à face. Diante da verdade sobre nós mesmos,
estremecemos. Pegue o tema da morte. Todos nós morreremos um dia, é uma
verdade, mas temos pavor em lidar com essa realidade. Como essa, várias
outras menores nos amedrontam. Mas não há como descobrir a nossa força
sem passar pelo medo, sem conhecer a nossa fraqueza. É exatamente nela
que descobrimos um diamante raro, uma dor, uma pureza, uma sensibilidade
que se abre para o mundo qual uma flor de lótus para embelezá-lo de uma
maneira sem igual.
Ser você mesmo é um desabrochar e estar
aberto para as constantes transformações da Vida e descobrir-se Vida. E
do que precisa a flor para desabrochar? Da sua própria natureza, que em
si mesmo é verdade, espontaneidade e amor. A arte do autoconhecimento é
reconhecer tanto a beleza da flor, quanto a magia do florescimento.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
É
a respiração do yoga. A respiração é o processo mais importante para a
vitalidade do corpo. Influencia a actividade de toda e qualquer célula
e, ainda mais importante, está intimamente ligada ao funcionamento do
cérebro. A respiração irregular perturba os ritmos cerebrais e leva à
criação de bloqueios físicos, mentais e emocionais que produzem
conflitos internos, desequilíbrios na personalidade, estilos de vida
desordenados e doenças. O pranayama estabelece padrões de respiração
regular, quebrando este ciclo negativo e revertendo o processo.
“Pranayama
alimenta e areja as células, os nervos, os órgãos, a inteligência e a
consciência do sistema humano. Quando realizamos um asana (postura
física), só podemos entender plenamente o corpo se sincronizarmos a
respiração com o movimento. Pranayama é a ciência da respiração, que
leva à criação, distribuição e manutenção da energia vital.” - BKS
Iyengar.
A
palavra pranayama é composta por duas raízes: prana e ayama. Prana
significa ‘energia vital’, é a força que está presente em todas as
coisas, animadas e inanimadas. Apesar de estar intimamente relacionada
com o ar que respiramos, é mais subtil que o ar ou o oxigénio. Por isso
mesmo, o pranayama não deve ser entendido como um conjunto de meros
exercícios respiratórios cujo objectivo é fornecer mais oxigénio ao
corpo. O pranayama utiliza a respiração para influenciar o fluxo de
prana nas nadis ou canais energéticos do pranamaya kosha ou corpo
energético. A palavra yama significa ‘controlo’ e é usada para designar
várias disciplinas ou códigos de conduta. Contudo, a palavra correcta é
ayama que se define como ‘expansão’ ou ‘extensão’. Logo, a palavra
pranayama significa extensão ou expansão da dimensão do prana, por meio
de técnicas de controlo respiratório.
Na
verdade a parte mais importante do pranayama é o kumbhaka ou retenção
da respiração. Contudo, para que seja possível a execução correcta e
eficiente do kumbhaka, tem de haver um desenvolvimento gradual do
controlo sobre o processo respiratório. Por isso, no início o foco é
posto na inspiração e expiração, de modo a fortalecer os pulmões e
equilibrar o sistema nervoso e o sistema prânico, preparando-os para a
prática de kumbhaka.
A
correcta utilização do pranayama permite criar um corpo saudável,
aquietar a mente e proporcionar o equilíbrio das emoções, pois, segundo a
obra clássica Hatha Yoga Pradipika II. 2., “enquanto a respiração for
irregular, a mente permanecerá instável; quando a respiração se acalmar,
a mente permanecerá imóvel e o yogui conseguirá a estabilidade. Por
conseguinte, deve-se controlar a respiração”.
O
Hatha Yoga indica uma série de técnicas de pranayama que têm o objetivo
de alterar o estado de consciência, para tal é fundamental que o
praticante esteja bem atento, seja cuidadoso e não abuse desses
exercícios. Recomenda-se que a primeira prática seja acompanhada por um
professor ou uma pessoa que já pratique há algum tempo. São muitos os
yoguis que alertam para os distúrbios físicos e psíquicos causados por
uma prática irresponsável dos pranayamas. Temos nas mãos ferramentas
poderosas, mas que devem ser usadas com muita consciência. Ao menor
sinal de taquicardia, tontura, náusea, falta de ar ou vertigem, a
prática do exercício deve ser imediatamente interrompida, deitar de
barriga para cima e calmamente praticar a respiração abdominal até que
se normalize a respiração e os batimentos cardíacos.
Alguns exemplos de pranayama:
- A respiração completa é o estágio primário do trabalho de pranayama. Com ela energizamos todo o tronco, aproveitando melhor a capacidade dos pulmões. A respiração completa acontece em três alturas diferentes dos pulmões: respiração abdominal ou diafragmática, respiração torácica e respiração clavicular.
- Ujjayi pranayama, consiste na contração da glote de forma que o ar penetre os pulmões de forma mais direcionada e concentrada. Pode ser praticado juntamente com outros exercícios de asanas e pranayama.
- Nadi Sodhana significa purificação dos nadis. O exercício consiste na respiração alternada entre as duas narinas proporcionando uma limpeza dos canais ida e pingala e uma ativação do shusumna nadi. Essa técnica quando realizada em conjunto com ujjayi pranayama torna-se mais intensa.
- Bhastrika pranayama, ou respiração de fole, consiste na aceleração dos ciclos respiratórios promovendo uma limpeza e desobstrução das vias respiratórias.
- Kapalabhati Pranayama traduz-se como a respiração do crânio luminoso. Consiste na realização de vigorosas expirações, sendo uma técnica poderosa de purificação e eliminação de toxinas do corpo.
sábado, 1 de novembro de 2014
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