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sábado, 21 de março de 2015

POSTURAS FÁCEIS



A prática de Yoga pode ser uma ótima alternativa para trabalhar a energia corporal. Algumas posições e ensinamentos podem parecer difíceis em um primeiro momento, mas, aos poucos, a prática torna-se simples para todos. A atividade faz bem para corpo e mente, e ainda deixa você com mais energia para viver bem.
Dentre os benefícios que o Yoga oferece para seus praticantes estão o ganho de elasticidade corporal (principalmente na região da coluna), resistência muscular e aumento da capacidade de concentração e foco - já que a pessoa precisa prestar atenção na respiração.

POSTURAS FÁCEIS 

TADÁSANA

Fortalece as coxas e o centro do corpo. Melhora a postura.

Modificações

Se você for praticar essa posição pela primeira vez, pratique com as costas encostadas em uma parede para obter alinhamento.




















VIRKSANA

 
 A Postura da Árvore é tradicional no Yoga e baseia-se em princípios simples. Para executá-la, a pessoa deve ficar em pé, apoiada apenas numa perna. Depois, basta colocar a planta do outro pé na coxa e elevar os braços acima da cabeça, juntando as palmas das mãos. Em alternativa, as mãos podem ser colocadas unidas em frente ao peito, por exemplo.




















VIRABHADRÁSANA I


Abre o tórax, abdômen, músculo psoas e tornozelos. Cria espaço para uma respiração mais profunda. Alonga as coxas, panturrilhas e tornozelos.

Modificações

Algumas linhas de ioga realizam essa postura com as mãos juntas, olhando-se para cima em direção aos polegares.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Yoga e isometria

Os benefícios do yoga como exercício isométrico são diversos, visto que as posturas do yoga nunca trabalham apenas um grupo muscular isoladamente, ou seja, exercita-se o corpo inteiro e de maneira integrada. As melhoras incluem diminuição de dores na região lombar; alinhamento corporal; fortalecimento do abdômen e da musculatura para vertebral; estabilidade articular; melhora na flexibilidade e no tônus muscular.
Com tantos resultados positivos, é comum encontrar nas aula corredores, skatistas, surfista, lutadores, e jogadores de futebol e vôlei, por exemplo. Após o início da prática, os alunos notam uma melhora do arco de movimento e do equilíbrio corporal e articular e a diminuição das lesões.
- O yoga é uma ótima alternativa no tratamento de lesões, mas acima de tudo ela atua na prevenção. Como a prática explora todas as possibilidades de movimento das articulações, ocorre o fortalecimento dinâmico das musculaturas que sustentam essas articulações nos seus devidos lugares, preparando o indivíduo para as mais variadas práticas esportivas

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ser verdadeiro

Muitos nos dizem e dizemos para os outros, “seja você mesmo”. Ou mesmo nos cobramos, preciso ser eu mesmo. Mas que “eu” é esse. Quem é esse “eu” que devemos ser ou descobrir?
Na afirmação de que devemos ser nós mesmos, há uma ideia implícita de que não devemos nos deixar levar pelo mundo, pelas opiniões alheias e muitas forças sociais que nos reprimem e mesmo nos oprimem. E que precisamos encontrar um eu em nós, um eu que deve ser buscado para que sejamos felizes, aceitando-o e vivendo-o plenamente. Esse “eu”, muitos acreditam estar numa interioridade que ainda não conhece, num lugar que precisa alcançar.
A questão principal aqui é que se eu acredito que o “eu” que estou buscando está numa interioridade desconhecida e que quando encontrá-lo serei feliz, estou apenas projetando no autoconhecimento a busca que reproduzo incessantemente na vida pela felicidade numa exterioridade desconhecida e aparentemente inalcançável. Caímos na armadilha de deixarmos de sermos nós mesmos, na própria busca por sermos nós mesmos. E isso gera mais divisão e ansiedade.
O eu que devemos buscar conhecer e aceitar é o mais trivial, o mais cotidiano e mais simples de todos. O que se manifesta nos nossos relacionamentos, nas nossas ações, nos nossos gostos diários, na nossa voz, na nossa fala, no jeito como nosso corpo se coloca no mundo e reage a ele. É exatamente o eu que tentamos fugir, porque não nos agrada e tentamos encobri-lo com a ideia de um eu mais profundo, único e diferenciado. Quando não nos aceitamos de fato, ansiamos ainda mais ser diferentes e buscar nos diferenciar a qualquer custo. Mas para descobrirmos o que temos de diferente, precisamos reconhecer tudo o que somos de iguais.
Todos nós sofremos por razões grandiosas e minúsculas. Tropeçamos diversas vezes na mesma pedra no caminho. Choramos de alegria e podemos rir das tristezas passadas. Isso é o que nos constitui. Um corpo físico composto de forças que se completam umas com as outras para formar uma unidade coerente, assim como um corpo sutil, uma mente, formada de forças e impulsos que nos compõem pessoas inteiras. Inteireza de corpo e de mente, mas não confunda inteireza com fixidez. Somos uma unidade sempre mutante tanto quanto toda a natureza ao nosso redor. Essas forças mentais e físicas que nos constituem são nossos desejos de aproximação e afastamento, medos, raiva, alegria, tristeza, sexualidade, que se manifestam nas coisas menores que fazemos e pensamos no dia-a-dia e nos nossos sonhos de realização mais grandiosos. Esse eu que precisamos olhar e aceitar. Não sabemos o grau de liberdade que temos em relação às nossa ações, é algo impossível de se medir, mas temos sempre a liberdade de integrar todas as ações que fizemos, o que fomos e o que nos tornamos dia-a-dia em cada encontro, em cada falta.
Aceitar que sentimos raiva, que nos entristecemos que muitas vezes desejamos mal ao outro, que somos ambiciosos, o quanto somos egoístas em nossas tristezas e solidão, que sentimos saudades desconhecidas. A nossa saudade não é de um eu distante, mas uma saudade de estar próximo de nós mesmos. Saudade de estar inteiro em si mesmo, aliviado da culpa, do medo e da insegurança de precisar ser amado pelo outro a todo momento para se aceitar. É esse eu que buscamos, um eu que seja aceito. Não necessariamente pelo outro, aceitável para nós mesmos. É esse eu que precisamos aceitar para ser, para sermos … plenos. E a partir dessa plenitude podemos, com mais clareza pessoal pois com menos fugas, saber o que desejamos mudar e o quanto conseguimos mudar em nós mesmo e no mundo.
Não se aprende a amar sem estar inteiro em si mesmo, sem descobrir essa força que é ser uma pessoa única. Tão igual a todos os outros e tão único. Mas para isso é preciso enfrentar todos os monstros face à face. Diante da verdade sobre nós mesmos, estremecemos. Pegue o tema da morte. Todos nós morreremos um dia, é uma verdade, mas temos pavor em lidar com essa realidade. Como essa, várias outras menores nos amedrontam. Mas não há como descobrir a nossa força sem passar pelo medo, sem conhecer a nossa fraqueza. É exatamente nela que descobrimos um diamante raro, uma dor, uma pureza, uma sensibilidade que se abre para o mundo qual uma flor de lótus para embelezá-lo de uma maneira sem igual.
Ser você mesmo é um desabrochar e estar aberto para as constantes transformações da Vida e descobrir-se Vida. E do que precisa a flor para desabrochar? Da sua própria natureza, que em si mesmo é verdade, espontaneidade e amor. A arte do autoconhecimento é reconhecer tanto a beleza da flor, quanto a magia do florescimento.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

O que é pranayama?

É a respiração do yoga. A respiração é o processo mais importante para a vitalidade do corpo. Influencia a actividade de toda e qualquer célula e, ainda mais importante, está intimamente ligada ao funcionamento do cérebro. A respiração irregular perturba os ritmos cerebrais e leva à criação de bloqueios físicos, mentais e emocionais que produzem conflitos internos, desequilíbrios na personalidade, estilos de vida desordenados e doenças. O pranayama estabelece padrões de respiração regular, quebrando este ciclo negativo e revertendo o processo. 


“Pranayama alimenta e areja as células, os nervos, os órgãos, a inteligência e a consciência do sistema humano. Quando realizamos um asana (postura física), só podemos entender plenamente o corpo se sincronizarmos a respiração com o movimento. Pranayama é a ciência da respiração, que leva à criação, distribuição e manutenção da energia vital.” - BKS Iyengar.


A palavra pranayama é composta por duas raízes: prana e ayama. Prana significa ‘energia vital’, é a força que está presente em todas as coisas, animadas e inanimadas. Apesar de estar intimamente relacionada com o ar que respiramos, é mais subtil que o ar ou o oxigénio. Por isso mesmo, o pranayama não deve ser entendido como um conjunto de meros exercícios respiratórios cujo objectivo é fornecer mais oxigénio ao corpo. O pranayama utiliza a respiração para influenciar o fluxo de prana nas nadis ou canais energéticos do pranamaya kosha ou corpo energético. A palavra yama significa ‘controlo’ e é usada para designar várias disciplinas ou códigos de conduta. Contudo, a palavra correcta é ayama que se define como ‘expansão’ ou ‘extensão’. Logo, a palavra pranayama significa extensão ou expansão da dimensão do prana, por meio de técnicas de controlo respiratório.

Na verdade a parte mais importante do pranayama é o kumbhaka ou retenção da respiração. Contudo, para que seja possível a execução correcta e eficiente do kumbhaka, tem de haver um desenvolvimento gradual do controlo sobre o processo respiratório. Por isso, no início o foco é posto na inspiração e expiração, de modo a fortalecer os pulmões e equilibrar o sistema nervoso e o sistema prânico, preparando-os para a prática de kumbhaka.

A correcta utilização do pranayama permite criar um corpo saudável, aquietar a mente e proporcionar o equilíbrio das emoções, pois, segundo a obra clássica Hatha Yoga Pradipika II. 2., “enquanto a respiração for irregular, a mente permanecerá instável; quando a respiração se acalmar, a mente permanecerá imóvel e o yogui conseguirá a estabilidade. Por conseguinte, deve-se controlar a respiração”.

O Hatha Yoga indica uma série de técnicas de pranayama que têm o objetivo de alterar o estado de consciência, para tal é fundamental que o praticante esteja bem atento, seja cuidadoso e não abuse desses exercícios. Recomenda-se que a primeira prática seja acompanhada por um professor ou uma pessoa que já pratique há algum tempo. São muitos os yoguis que alertam para os distúrbios físicos e psíquicos causados por uma prática irresponsável dos pranayamas. Temos nas mãos ferramentas poderosas, mas que devem ser usadas com muita consciência. Ao menor sinal de taquicardia, tontura, náusea, falta de ar ou vertigem, a prática do exercício deve ser imediatamente interrompida, deitar de barriga para cima e calmamente praticar a respiração abdominal até que se normalize a respiração e os batimentos cardíacos.



Alguns exemplos de pranayama:


  • A respiração completa é o estágio primário do trabalho de pranayama. Com ela energizamos todo o tronco, aproveitando melhor a capacidade dos pulmões. A respiração completa acontece em três alturas diferentes dos pulmões: respiração abdominal ou diafragmática, respiração torácica e respiração clavicular.
  • Ujjayi pranayama, consiste na contração da glote de forma que o ar penetre os pulmões de forma mais direcionada e concentrada. Pode ser praticado juntamente com outros exercícios de asanas e pranayama.
  • Nadi Sodhana significa purificação dos nadis. O exercício consiste na respiração alternada entre as duas narinas proporcionando uma limpeza dos canais ida e pingala e uma ativação do shusumna nadi. Essa técnica quando realizada em conjunto com ujjayi pranayama torna-se mais intensa.
  • Bhastrika pranayama, ou respiração de fole, consiste na aceleração dos ciclos respiratórios promovendo uma limpeza e desobstrução das vias respiratórias.
  • Kapalabhati Pranayama traduz-se como a respiração do crânio luminoso. Consiste na realização de vigorosas expirações, sendo uma técnica poderosa de purificação e eliminação de toxinas do corpo.