Antigamente, o sol era tão admirado e respeitado que o chamavam de Deus
Sol, a estrela central que ilumina a todos e proporciona a vida na
Terra. Ao amanhecer e ao entardecer, meditar e orar se tornou sagrado
para os povos antigos. Eles descobriram que os primeiros e os últimos
raios de sol emanam uma poderosa energia que penetra na pele e na aura
como um bálsamo que cura, revitaliza e ilumina. Mesmo com o tempo
nublado podemos nos conectar com este momento. Afinal, as nuvens apenas
nos impedem de ver o sol, mas sua energia vital ainda está lá.
O Surya Namaskar pode ser praticado de forma lenta e pausada, assim
como fluida ou mais rápida, sempre respeitando a respiração que, de
preferência, deve ser feita pelo nariz. A sincronicidade no exercício
flui naturalmente, assim que o praticante começa assimilar as posturas e
os movimentos.
A saudação ao sol clássica compõe-se de
doze posturas que se conectam com as quatro fases da respiração:
inspirar, reter ou suspender, expirar e manter vazios os pulmões. Como
já foi dito anteriormente, dependendo da capacidade de cada pessoa
(biótipo) e do momento do praticante, poderá fazer de forma fluida ou
procurar permanecer por um determinado período (3, 6 ou 12 respirações)
em cada postura, mantendo sempre a concentração na respiração e a
atenção no momento presente.

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